MEI vs. ME: Quando Vale a Pena Migrar para Microempresa em 2026?
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Introdução
Seu negócio está crescendo e você está se aproximando do limite do MEI — ou já ultrapassou? Entender quando e como migrar para Microempresa (ME) é fundamental para não ter problemas com a Receita Federal e continuar crescendo com segurança.
Quando o MEI é obrigado a migrar para ME
A migração é obrigatória quando:
O faturamento anual ultrapassa R$ 81.000 (limite do MEI em 2026)
Você quer ou precisa ter mais de 1 funcionário
Sua atividade não é permitida para MEI (verifique a lista de CNAEs habilitados)
Você quer ser sócio de outra empresa
Se o faturamento ultrapassar o limite em até 20% (ou seja, até R$ 97.200), ainda é possível permanecer no Simples Nacional como ME. Se ultrapassar mais de 20%, o desenquadramento retroage a janeiro do mesmo ano.
Principais diferenças entre MEI e ME
| MEI | ME (Simples Nacional) |
Limite de faturamento | R$ 81.000/ano | R$ 360.000/ano |
Guia mensal | Valor fixo (~R$ 76 a R$ 84) | % sobre o faturamento (alíquota variável) |
Contabilidade | Não obrigatória | Obrigatória (contador) |
Funcionários | Até 1 | Sem limite |
Notas fiscais | Apenas para PJ ou quando solicitada | Sempre obrigatória |
INSS patronal | Incluído no DAS (5%) | CPP incluso na alíquota do Simples |
Pró-labore | Não obrigatório | Obrigatório (com contribuição INSS) |
Impacto no INSS após a migração
Como MEI, você contribui com 5% do salário mínimo via DAS. Como ME, passa a recolher INSS sobre o pró-labore que você mesmo define — com alíquota de 11% (como sócio-administrador). Isso permite um benefício de aposentadoria maior no futuro, mas representa um custo mensal extra.
Quanto custa ter uma ME na prática
Além do DAS (que passa a ser proporcional ao faturamento), a ME tem os seguintes custos fixos que o MEI não tem:
Contador: R$ 200 a R$ 500/mês (obrigatório por lei)
Taxa da Junta Comercial: custo único no momento da abertura
Alvará municipal: depende do município
Como fazer a migração voluntária
Se você ainda não ultrapassou o limite mas quer migrar por opção:
Consulte um contador para escolher o CNAE e o regime tributário adequados
Dê baixa no MEI pelo Portal do Empreendedor (gov.br/mei)
Abra a ME pela Junta Comercial do seu estado (processo pode ser 100% digital)
Faça a opção pelo Simples Nacional ainda em janeiro (ou no ato da abertura, se for empresa nova)
⚠️ Não abra a ME antes de dar baixa no MEI — você não pode ser sócio de outra empresa enquanto for MEI.
Quando vale a pena migrar antes de ser obrigado
Pode ser estratégico migrar antes de atingir o limite se você:
Precisa emitir nota fiscal com maior frequência para grandes empresas
Quer contratar mais funcionários para crescer
Tem interesse em linhas de crédito que exigem balanços contábeis
Planeja crescimento acelerado nos próximos meses
Conclusão
A migração do MEI para ME não precisa ser um bicho de sete cabeças — mas exige planejamento. Feita corretamente e na hora certa, ela garante que você continue crescendo sem riscos fiscais e com a estrutura certa para o próximo nível do negócio.



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